Luisa acabara de acordar, eram sete da manhã em ponto. De repente, ouve bater à porta violentamente, acompanhado por gritos aflitivos. Luisa dá um pulo para fora da cama, e corre direita à porta. Depara-se com o sr. Manuel, o padeiro.
— O que aconteceu? - pergunta Luisa.
— Por favor vá à casa da senhora Maria, ela precisa de ajuda, respondeu ele, aflito.
Luisa atravessa a rua e bate à porta da vizinha e amiga.A porta está entreaberta! Luisa ouve uns sons vindos do quarto, e dirige-se para lá e depara com a amiga deitada na cama, inanimada, sem falar e sem se mexer, apenas saindo dentro dela uns sons esquisitos.
Luisa corre a pedir socorro e traz com ela a vizinha do lado. Aproximaram-se e os sons eram cada vez mais altos. Ana pede à Luisa que vá chamar a sobrinha que vive ali pertinho.
Quando regressam, ela diz:acabou de falecer agora. Chamaram o marido que se encontrava a trabalhar. O marido chegou acompanhado pelo médico, que diagnosticou uma hemorragia cerebral, como causa mais provável da morte.
Luisa fica como que sonâmbula, mas ajudou em tudo o que foi preciso : a tirar o ouro e vestir a amiga, antes que o corpo arrefecesse.
Esteve dois dias sempre perto dela, acompanhando-a fielmente até à última morada.
Só passados dias é que Luisa cai em si e chora convulsivamente para exprimir a dor que sentia por perder a sua melhor amiga, companheira diária e confidente dos seus estados de alma.
Mais resignada, pensa como somos impotentes perante a morte e como quão primordial é vivermos cada instante da nossa vida como se fosse o último.
singularidade
Ó nau Catarineta
Em que andei no mar
Por caminhos de ir,
Nunca de voltar!
Veio a tempestade
Perder-se do mundo,
Fez-se o céu infindo,
Fez-se o mar sem fundo!
Ai como era grande
O mundo e a vida
Se a nau, tendo estrela,
Vogava perdida!
E que lindas eram
Lá em Portugal
Aquelas meninas
No seu laranjal!
E o cavalo branco
Também lá o via
Que tão belo e alado
Nenhum outro havia!
Mundo que não era,
Terras nunca vistas!
Tive eu de perder-me
Pra que tu existas.
Ó nau Catarineta
Perdida no mar,
Não te percas ainda,
Vem-me cá buscar!
Branquinho da Fonseca
Amigos sabem quando serão amigos, pois compartilham momentos... dão força!
Estão sempre lado a lado!
Nas conquistas, nas derrotas! Nas horas boas... e nas difíceis!
Amizade nem sempre é pensar do mesmo jeito!
Mas abrir mão... de vez em quando!
Amizade é como ter um irmão... que não mora na mesma casa!
É compartilhar segredos... emoções! É compreensão... é diversão!
É contar com alguém... sempre que precisar!
É ter algo em comum! É não ter nada em comum!
É não ter nada em comum mesmo!
É saber que se tem mais em comum do que se imagina!
É sentir saudade! É querer dar um tempo!
É dar preferência! É bater um ciúme!
Amizade que é amizade nunca acaba.
Mesmo que a gente cresça!
E apareçam outras pessoas no nosso caminho! Porque amizade não se explica!
Ela, simplesmente existe!
( ivam )
Marcel Fraga
Pureza é o olho da Verdade através do qual vemos
todas as coisas como elas originalmente deveriam
ser - limpas, claras, livres e únicas.
Pureza traz tal positividade de visão que mesmo que
estejamos conscientes das negatividades, somos
também capazes de neutralizá-las ou ir além delas.
Pureza traz compaixão, transformando o que pode.
Então não mais criticamos ou reclamamos.
Quando somos puros, somos felizes.
Brahma Kumaris
Era fim de semana.
Maria estava empolgada: como era hábito,a prima vinha da capital passar o fim de semana,à casa dos avós paternos.
Maria tinha sete anos. A mãe e o padrasto eram uns simples operários.
Ana, menina bonita e muito mimada, tinha nove anos,era neta dum grande empresário da aldeia.As duas primitas encontravam-se na casa da avó da Ana, que era irmã da avó da Maria.
Avó da Maria era viúva e vivia com a irmã,pois o marido desta tinha viajado para Moçambique em negócios.
Maria tinha que andar uma hora de caminho a pé, para ir ter com a prima.
Levava sempre a melhor fatiota que possuia, normalmente roupa que a prima lhe dava, depois de não a querer mais.
Naquele dia levava o casaco de malha vestido, para esconder uma nódoa negra que
tinha no braço, que a mãe lhe tinha feito.
Maria tinha dado a fruta às amigas,que ainda eram mais pobres do que ela.
Em casa da tia,ansiosa,ela contava os minutos que faltavam para a prima chegar.
Maria desejava ser como a prima,Ana: bonita, inteligente, tocar piano, ler os livros
de histórias,e ter muitos brinquedos.
Ela tinha apenas uma boneca de trapos, que lhe fora dada pela avó, a sua confidente.
Para Maria, a prima era o seu maior ídolo!
Ana chegou e foi recebida de braços abertos e começou logo
a organizar o fim de semana das duas.
Maria pensou que era mais um fim de semana que não teria tempo para ensinar a prima o seu jogo que tinha aprendido na escola.
A avó da Ana deu-lhe uma tablete de chocolate, sabia que era a gulodice preferida da neta.Ana comia o chocolate com o maior prazer, esquecendo que a Maria
olhava para ela com os olhitos esfomeados a pedir também um bocadinho.
Altiva,Maria pensava para com ela: não lhe peço nada,mas quando eu tiver um
chocolate não lhe darei nada.
Maria não resistiu e pediu-lhe um bocadinho, a prima deu-lho de má vontade.
Na semana seguinte as primas brincavam, quando o tio de Maria apareceu e lhe deu uma enorme caixa de pequenos chocolates.
__ Ana disse para a prima!
Abre depressa a caixa, não sejas mole
Mal abriu a caixa,os olhos da Maria brilharam: tinha muitos chocolates embrulhados em pratas coloridas.Orgulhosa, sentou-se e começou a dividir os chocolates por partes iguais.
Gulosa, Ana começou logo a comê-los, enquanto Maria olhava para a prima toda embevecida e feliz!
singularidade
Caminho e olho o céu
vivo sem cores
lágrimas retidas
limpas
transparentes
e geladas
os meus sentimentos estão destroçados
pelos retalhos da minha vida
alma sufocada e revoltada
corro atrás do nada,alucinadamente
cobrindo o coração de chagas latejantes
Grito a minha dor!...chorando como uma louca.
singularidade
Na noite de vinte e três de Junho de 1891, no hospital de Marselha,
Arthur Rimbaud, poeta e vagabundo, teve um sonho. Sonhou que estava a
atravessar as Ardenas. Levava a perna amputada debaixo do braço e
apoiava-se a uma muleta. A perna amputada estava embrulhada no papel de um
jornal onde, em letras garrafais, havia uma poesia sua.
Era cerca da meia-noite e estava Lua cheia. Os campos eram de prata,
e Arthur cantava. Chegou perto de uma casa de camponeses onde havia uma
janela iluminada. Estendeu-se na erva debaixo de uma enorme amendoeira, e
continuou a cantar. Cantava uma canção revolucionária e vagabunda que falava
de uma mulher e de uma espingarda. Pouco depois a porta abriu-se e uma
mulher saiu e avançou para ele. Era uma mulher jovem e tinha os cabelos
soltos. Se queres uma espingarda como pede a tua canção, posso dar-te, disse
a mulher, tenho-a no celeiro.
Rimbaud apertou contra si a sua perna amputada e riu-se. Vou para a
Comuna de Paris, disse e preciso de uma espingarda.
A mulher guiou-o até ao celeiro. Era uma construção de dois pisos.
No andar térreo estavam as ovelhas e no andar de cima para onde se subia por
uma escada de mão, ficava o celeiro. Não posso subir lá acima, disse
Rimbaud, espero-te aqui, ao pé das ovelhas. Deitou-se na palha e tirou as
calças. Quando a mulher desceu, encontrou-se pronto a fazer amor. Se queres
uma mulher como pede a tua canção, disse a mulher, posso dar-ta. Rimbaud
abraçou-a e perguntou-lhe: como se chama essa mulher? Chama-se Aurélia,
disse a mulher, porque é uma mulher de sonho. E desatou o vestido.
Amaram-se entre as ovelhas, e Rimbaud tinha perto de si a sua perna
amputada. Depois de se terem amado, a mulher disse: Fica. Não posso,
respondeu Rimbaud, tenho de partir, vem lá fora comigo, ver romper a aurora.
Saíram para a eira, e já era dia. Tu não ouves os gritos, mas eu oiço-os,
vêm de Paris e chamam por mim, é a liberdade, é o apelo da distância.
A mulher estava ainda nua, debaixo da amendoeira. Deixo-te a minha
perna, disse Rimbaud, cuida dela.
E dirigiu-se para a estrada principal. Que maravilha, agora já não
coxeava. Caminhava como se tivesse duas pernas. E sob os seus tamancos a
estrada ressoava. A aurora, no horizonte, era vermelha. E ele Cantava, e era
feliz.
Antonio Tabucchi
Sonhos de Sonhos
Arthur Rimbaud. Charleville 1854, Marselha 1891. Nascido numa
família opressiva, beata e conservadora, fugiu para Paris aos dezasseis anos
para participar na Comuna e iniciou a sua vida turbulenta e desregrada,
feita de vagabundagens e aventuras. Atravessou a poesia francesa como um
meteoro, deixando versos visionários e de misterioso lirismo. Amou o poeta
Paul Verlaine que, numa disputa, o feriu com um tiro de resólver. Conheceu a
infâmia e o hospital. Vagueou pela Europa com um circo. Abandonada a poesia,
foi para a Abissínia como traficante de armas. Voltou a França devido a um
tumor no joelho, foi-lhe amputada uma perna e morreu no hospital de
Marselha.


Conversa entre dois amigos caninos!
Olá amigo!
Diz o Welsh Terrier cumprimentando o Labrador, o amigo responde com um sorriso triste.
Então o que se passa?Não estás contente por me ver?
Enquanto nossas donas tomam o chá nós podemos também conversar um pouco, como tantas vezes fazemos.
Desculpa diz o labrador, mas acontece que ouvi ontem uma conversa entre os donos que deixou-me muito triste, até perdi o apetite.
Conta conta!!
O dono convidava a dona para ir viajar nas férias, ela dizia que não podia ir, porque eu não tenho onde ficar.
Estás a ver que tens uma boa dona.
Não me parece!
Depois de uma longa conversa, aceitou a sugestão do dono.
Ouvi dizer.
Sim, vamos fazer essa viagem, arranjarei uma solução.
Vais ver que a minha dona fica contigo.
Não fica, ouvi mais tarde elas a falarem pelo telefone.
Combinavam que faríamos companhia um ao outro, que iríamos fazer um passeio pelo campo.
Os amigos abraçaram-se latindo tristemente.
"Sejamos amigos dos animais"
singularidade
Se temos o pensamento, o entusiasmo e a meta,
o que mais precisamos?
Para tornar alguma coisa forte, ela tem que ser presa
bem firme nos 4 cantos. Se já temos 3 cantos firmes
o que está faltando? A determinação.
Independente de quantos problemas venham,
o olho do seu pensamento não deveria balançar
de jeito nenhum. Você pode ter que se curvar,
você pode ter que se moldar, você pode ter que tolerar,
você pode ter que ouvir, mas você nunca deve
abandonar o seu pensamento.
Isto é determinação.
Brahma Kumaris

A aula da aeróbica tinha terminado.
Paula e Ana foram beber um sumo, e falar um pouco para relaxar.
Tinham-se conhecido no ginásio havia pouco tempo e simpatizaram logo uma com a outra.
Paula, esposa dedicada á familia é casada com Ricardo e tem dois filhos.
Ana é mulher divorciada, inteligente e independente.
A amizade foi crescendo entre as duas, e Paula convidou a Ana para jantar em sua casa, convidando também um amigo de familia.
Ana apresenta-se em casa de Paula na hora combinada; tem uma grande surpresa quando é apresentada ao marido da amiga, é precisamente o seu namorado.
O choque é grande, mas conseguem disfarçar muito bem, apesar de todos notarem que o clima está pesado.
O amigo do casal sabia desta situação, por vezes salvando o Ricardo de certas situações.
Passado dias Ana encontra-se com Ricardo, e tiveram um longa conversa onde Ana diz que quer acabar a relação.
Ricardo confessa que está apaixonado pelas duas; ama a Paula que é uma boa esposa e um boa mãe, e ama a Ana porque é uma mulher bonita, inteligente e independente.
Ana sai deixando-o a falar sozinho.
O ser humano é complexo nos seus sentimentos.
singularidade
A madrugada parindo
os primeiros raios solares
num belo amanhecer.
Tanta grandeza
numa beleza ímpar
da natureza viva.
A brisa matinal volteia
nos braços das árvores
o orvalho pinga algodão doce
sobre os mantos verdejantes
O vento brinca com as folhas
e as flores desabrocham
em várias cores perfumadas
as aves voam em direção à liberdade
é a força da vida.
singularidade
Dia da Ascensão
Também conhecido por dia da (espiga)
Em certas localidades do país é feriado.
Uma tradição que ainda se mantem em certos locais, ir ao campo apanhar a espiga,levar o farnel e comer no campo ou na mata.
Cada raminho simboliza algo:
A espiga: para que o pão não falte durante o ano
O ramo de oliveira:para que haja saúde
A papoila:para que haja alegria
O malmequer branco: prata
O malmequer amarelo:ouro
As pessoas fazem os ramos com aquilo que encontrarem
Manter o ramo em casa até ao próximo ano dia da Ascensão.
Boa sorte.
singularidade
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tarde luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Amizade torna os fardos mais leves, porque os divide pelo meio.
A Amizade intensifica as alegrias,
elevando-as ao quadrado na matemática do coração.
A Amizade esvazia o sofrimento,
porque a simples lembrança do amigo é lenitivo
com jeito de talco na ferida.
A Amizade ameniza as tarefas difíceis,
porque a gente não as realiza sozinho.
São dois cérebros e quatro braços agindo.
A Amizade diminui as distâncias.
Embora longe, o amigo é alguém perto de nós.
A Amizade enseja confidências redentoras:
problema partilhado, percalço amaciado,
felicidade repartida, ventura acrescida.
A Amizade coloca música e poesia na banalidade do cotidiano.
A Amizade é a doce canção da vida e a poesia da eternidade.
O Amigo é a outra metade da gente.
O lado claro e melhor.
Sempre que encontramos um amigo,
encontramos um pouco mais de nós mesmos.
O Amigo revela, desvenda, conforta.
É uma porta sempre aberta em qualquer situação.
O Amigo na hora certa, é sol ao meio dia, estrela na escuridão.
O Amigo é bússola e rota no oceano, porto seguro da tripulação.
O Amigo é o milagre do calor humano que Deus opera no coração.
(Roque Schneider)

Cadeia Literária
A bitu a marisocas confiaram em mim para continuar esta cadeia literária.Obrigadas pelo presentinho
1.Não podendo sair de Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Fernão Campelo Gaivota, gostava de ser uma gaivota
2.Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por uma personagem de ficção?
Não, mas vivo e sinto muito.
3.Qual foi o último livro que compraste?
"Siciliana", "Codigo Davinci"
4. Qual foi o último livro que leste?
"Siciliana", um belíssimo romance que nos relata a mafia em Italia
5. Que livros estás a ler?
"Codigo Davinci"livro que nos leva a pensar e a reflectir sobre a religião.
6.Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
" Os miseraveis, Victor Hugo, os onze minutos,e Guerreiro da Luz de Paulo Coelho,Conversas Inacabadas de Alberto Caeiro, o restante do tempo para sonhar.
7. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê
Bastante dificil porque não conheço muitas pessoas, e outros tb jà foram convidados
A minha amiga coral que me deu força para me lançar na escrita, ao artur que gosto muito de o ler,e á fada porque ainda acredito nelas.